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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026
Empresários esperam que EUA apliquem novas tarifas contra o Brasil nesta semana
Empresários e integrantes do governo acompanham com preocupação a possibilidade de novas tarifas dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, enquanto Washington avalia medidas no âmbito da investigação comercial conduzida pela Seção 301.
Empresários acompanham com expectativa a possibilidade de o governo dos Estados Unidos anunciar novas tarifas contra o Brasil no início desta semana. Se confirmada, a medida virá na esteira da decisão do governo norte-americano de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
À reportagem, uma fonte do setor empresarial, sob condição de anonimato, afirmou que os produtos que poderão ser atingidos por uma nova rodada de tarifas, no âmbito da Seção 301, estariam sendo definidos ao longo deste fim de semana.
Segundo a fonte, a decisão terá caráter político, e não econômico, uma vez que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial com o Brasil.
Outra fonte com trânsito nas relações entre Brasil e Estados Unidos afirmou estar na expectativa de um anúncio já nesta segunda-feira.
A avaliação é que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) possa impor tarifas elevadas e abrir um período de 30 dias para consultas e manifestações públicas.
Caso a medida seja confirmada, ela contrariaria o entendimento firmado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que estabeleceram um prazo de 30 dias para a busca de uma solução negociada entre os dois países, evitando a adoção de novas tarifas. O período termina no próximo fim de semana.
Em 7 de maio, Lula e Trump concordaram com uma espécie de prorrogação das negociações após uma visita técnica de autoridades diplomáticas brasileiras a Washington para apresentar a defesa do Brasil na investigação conduzida sob a Seção 301, aberta no ano passado.
Fontes do governo brasileiro afirmaram não ter recebido comunicação oficial sobre eventuais mudanças tarifárias ou sobre novos desdobramentos da investigação.
Nos bastidores, integrantes do Executivo dizem que acompanham a situação de perto, mas ressaltam que qualquer decisão depende exclusivamente de Washington.
A avaliação do governo é que já seria esperado algum posicionamento sobre o andamento da investigação. A equipe responsável pela política externa brasileira considera que cumpriu sua parte ao fornecer esclarecimentos e informações ao longo de todo o processo.
O entendimento dentro do governo é que o momento exige cautela e que não há espaço para especulações antes da divulgação oficial de eventuais medidas, sejam elas novas tarifas, prazos ou outras ações comerciais.
Fonte: Notícias ao Minuto

















