Notícias da Região | Operação Van Gogh
Terça-feira, 12 de Maio de 2026
Ação do Gaeco cumpre 15 mandados contra grupo envolvido em tráfico, corrupção e extorsão no Paraná
Operação Van Gogh apura possível participação de policial militar em esquema criminoso com atuação em Santa Fé e Maringá
O Gaeco do Paraná deflagrou na manhã de hoje (terça-feira, 12) a Operação Van Gogh, cumprindo 15 mandados judiciais nas cidades de Maringá e Santa Fé. A ação tem como objetivo desarticular um grupo investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão, peculato e corrupção passiva, com possível envolvimento de agente de segurança pública.
Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e sete mandados de busca pessoal. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo de Garantias da Vara Criminal de Santa Fé e pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual. Durante o cumprimento das medidas, uma pessoa foi presa em flagrante pelo crime de receptação.
A operação contou com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná, além de equipes da Tropa de Choque e do Canil da Polícia Militar, que atuaram no suporte tático e na segurança das diligências realizadas em endereços ligados aos investigados.
As investigações tiveram início em janeiro deste ano, após o Gaeco de Maringá receber informações sobre a atuação de um grupo envolvido com o tráfico de drogas no município de Santa Fé. A partir dessas informações, os trabalhos avançaram e passaram a indicar a existência de uma estrutura criminosa organizada.
Segundo o Ministério Público, as apurações apontam que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de funções e apoio logístico. Um dos principais pontos investigados é a possível participação de um policial militar lotado em Santa Fé, que estaria utilizando a função pública para favorecer as atividades ilícitas.
De acordo com os elementos reunidos até o momento, o agente público teria, em tese, utilizado o cargo para acessar e repassar informações sigilosas, além de atuar em ações de proteção armada, intimidação de grupos rivais e possíveis práticas de extorsão. A investigação também apura o uso indevido da estrutura estatal em benefício da organização criminosa.
As diligências da Operação Van Gogh foram realizadas simultaneamente em diferentes endereços ligados aos investigados, incluindo uma pessoa jurídica e sete pessoas físicas. O objetivo, segundo o Gaeco, é reunir novos elementos de prova que possam fortalecer o conjunto investigativo e esclarecer a extensão das atividades do grupo.
Durante a ação, uma pessoa foi presa em flagrante por receptação, após a localização de materiais de origem suspeita. O caso foi encaminhado às autoridades competentes para os procedimentos legais cabíveis.
O nome da operação, “Van Gogh”, faz referência a uma característica física atribuída ao principal investigado, conforme informado pelo Ministério Público.
As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas pelas autoridades. O Gaeco reforça que o trabalho tem como foco o combate ao crime organizado e à corrupção, especialmente quando há suspeita de envolvimento de agentes públicos em atividades ilícitas.
Fonte: Umuamara News

















